Mensagens

A mostrar mensagens de agosto, 2009

QUANDO?

Não vivia como as mais das vezes, Quando as palavras se lhe derramavam Na fluidez dos ponteiros do tempo.   Procura-as, agora, Na improbabilidade do que dispensara No sempre de um espaço Que persiste num ressurgimento Ténue como um reflexo distorcido.   Sabe-se sem se saber Na incompletude da sua memória. Os acasos ficaram pelo caminho Atrás do muro Que nenhuma ponte, agora, atravessa.   Persiste, mas pouco. Reconstrói quase nada. Emenda-se constantemente. Equilibra-se no desequilíbrio Das fronteiras que surgiram contra-natura. Hoje, porque amanhã…   Quando é?