TEMPO
TEMPO * Tu dizes Eu como quem bebe um copo de astros e teces os corpos nas arestas das horas com o pasmo e a leveza das mãos que não tens * Tu dizes Vida como se ela estivesse ainda por nascer e não páras de moldá-la e de cobri-la dos indispensáveis acessórios das teias e fungos e limos e dourados bolores * Tu passas como se de todo não passasses porque não tens memória que, a essa, somos nós nós bichos e sombras e plantas e serenas pedras de todos as escarpas que ta vamos tecendo para que nela te possamos (re)conhecer * Maria João Brito de Sousa – 15.01.2019 – 12.43h