Mensagens

A mostrar mensagens de setembro, 2010

LÁ LONGE...

Imagem
    Porque lá longe, Aonde nunca os via, Eram meras silhuetas esfumáveis Ao mais pequeno sopro da vontade Aí, aonde perfeitamente O presente os colocara Talvez viessem a poder salvar-se De serem contemplados Com os olhos lúcidos De uma inevitável avaliação Execrava Qualquer tipo de manipulação Abominava Todas as duplicidades De que os fracos necessitam Para poderem sentir-se fortes [mesmo que nunca o reconheçam e se acreditem bem intencionados] Por isso, Lá longe, Onde a sua piedade os colocara Seria sempre O único local possível Para os proteger Da sua própria estupidez Segundo o olhar implacável Da lucidez de um julgamento imparcial     Maria João Brito de Sousa – 26.09.2010 – 12.35h

OS VERSOS IMPROVÁVEIS

Imagem
    Hoje, alquebrada, Parti perdidamente à descoberta De um sonho por sonhar Noutro universo;     Eram duas ou três aves sem rumo Na margem da cidade por esculpir, Duas ou três colinas seminuas, Duas ou três vontades mal esboçadas E um canto muito ao longe A pedir vozes     Eram duas ou três cordas de estopa Nos braços da figueira urgente e tosca, Duas ou três mentiras renegadas, Duas ou três mil nuvens por chover E a jangada a afundar-se Sem memórias   Derrotada Aonde perfeitamente me inventei Tentei reformular-me No dealbar dos versos improváveis         Maria João Brito de Sousa