SOLIDÃO
Fecho-me em solidão. Sei lá porquê! Há dias em que o céu me sabe a pouco E as ondas salgadas Não fazem outro sentido Que não esse mesmo sentido De serem ondas E serem salgadas. A velha e doce solidão Tem a vantagem De estar sempre à disposição Das minhas indigestões de quotidiano E abre Cortesmente A porta Às pequenas alegrias Que virão mais tarde … Além do mais, Quem disse que a solidão - essa que dizem, magoa… - Poderia existir Depois dos poemas que ainda não morreram? Maria João Brito de Sousa – 19.07.2010 – 19.47h