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A mostrar mensagens de maio, 2011

QUE PENA! - Um poema anti-poético e egoísta, para quando fizer falta rosnar

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QUE PENA! *  Que pena! Tenho tanta pena de ter pena dos olhos de luar que não tiveste, da refeição frugal que não fizemos no tal dia em que nos não encontrámos  * Dessas mãos de sal que te não vi, sublimando a saudade em gestação, subiria – talvez…-  o aceno prometido ou nem sequer esboçado, à força de tardio  * Nos teus lábios que nunca experimentei - porque não eram lábios os riscos trémulos e desbotados que jamais desenhámos sobre a suspeição do beijo…- um sorriso clonado de todos os esgares que lhe foram anteriores  * Que pena das horas que não passámos juntos nessas manhãs, essas que nos encerram na urgência banal e rotineira - tão desmesuradamente banal e rotineira! - do desejo insuspeito que adivinho no refrão de cada cantilena e das tardes, - quem sabe? - atarefadas, urbanas, burguesas, passeando entre o plano do fogão de quatro bicos  e a perpendicular do mar  - desse mar que só pode ser olhado por um de cada vez - aborrecendo o momento seguinte, barulhentas, conflituosas e – ...