Mensagens

A mostrar mensagens de novembro, 2012

PRELÚDIO PARA UM POENTE COMO OUTRO QUALQUER

Imagem
PRELÚDIO PARA UM POENTE COMO OUTRO QUALQUER * Ah, soletro sonhos! Somo-me em sílabas, silêncios e sons *   Solidamente sou e sigo sendo síncrona, serena e solitária, sonolenta sobre sonoros sobressaltos *   sou, sem susto sou, sem solução *  Sinto, sorvo e solicito essa insolvência *       Maria João Brito de Sousa – 28.11.2012 -16.44h     Brevíssimo exercício poético, em sibilantes, em homenagem à oralidade da língua portuguesa e, mais uma vez, contra o abominável Acordo Ortográfico   (para ilustração da tela Essência – MJBS -1999)        

SEM TÍTULO NENHUM

Imagem
Esculpo-me, em silêncio, na memória das horas por onde caminho incólume até à indecisão da última esquina * Tempero a espada da lucidez e devolvo-me ao poema no fio dos meus indecifrados sonhos *   Guardo-te, desassossego, para o reboar dos sinos, para o galope dos corcéis, e para as desilusões do não vivido * Virei por ti no dia em que for tarde demais para escrever! *   Maria João Brito de Sousa – 25.11.2012 – 21.27h       IMAGEM - Getação Floral - Maria João Brito de Sousa, 1999      

BLOG EM GREVE

Imagem

ESPERO-VOS...

Imagem
ESPERO-VOS * Espero-vos na imprevisibilidade do tempo por vir, à esquina do acaso que encontrar, porque nada em mim é menos imenso do que este espanto de vos saber alheios * Serena, percorri os intervalos entre cada compasso dos minutos enquanto os anos se dignavam desenrolar um imenso novelo de memórias ao longo do qual, coloridos e  suspensos como jardins, os dias floresciam no silêncio vivo dos cinco sentido s  * Ano após ano, Fui colhendo os frutos da alegria exactamente de onde  a desdenhais e dissolvi-me no mais profundo dos sonos sonhando que até o medo me temeria a mim *   Sou, límpida e solidamente, aquilo que fui tecendo, sonho a sonho, numa imensidão de esperas… como a vossa, como as dos outros, como as dos que acreditam na construção de um rumo, na despojada escolha de um devir qualquer *   Esperar-vos-ei na imprevisibilidade da cada esquina, na indefinição do tempo que restar, no limiar da vossa insultuosa indiferença, no reacender de cada um dos vossos medos, no segredo (...