BREVES PEIXES DE ESCAMA CADUCA
Nós, os de olhos reclusos Num infinito demarcado por metas, Breves peixes de escama caduca Na sopa vítrea de um sonho qualquer, Mordendo ilusões de um pomo menor, Pontuamos, tão só, pela diferença De impulsionar as barbatanas Sabendo Que poderíamos escapar Mas que jamais o quereremos fazer sozinhos * Nos dias roubados às noites de insónia, As coisas sésseis, Que não mexem, Nem deixam de mexer - coisas sonhadas, de motilidade hipotética – Impulsionam-nos mais e mais, A nós, Breves peixes de escama caduca De olhos reclusos num infinito Pré-determinado por um sonho Que sabemos construido Sobre cada uma Das nossas escamas Maria João Brito de Sousa – 31.03.2011 – 09.53h