CADA POEMA * Cada poema Tem asas de papel nascendo incertas Como velas rumando à descoberta Da Ilha de S. Nunca da partida * Quando ressurge Muito embora vencido é temerário Como a luta tenaz de cada operário Que aspira à igualdade prometida * Onde um termina Começa um outro verso inevitável Cada um deles gerando um infindável Rosário de memórias de uma vida * Cada poema Tem alma de mulher, corpo de chama De onde irrompe uma voz que então proclama O culminar da luz na pele rendida * Cada poema É raiva, urgência, amor, Silêncio, grito e voz da mesma dor Numa explosão domada ou incontida * Cada poema É mais do que uma inércia ou um transporte, É eixo, é a matriz deste suporte Das minhas transgressões de fera ferida * Cada poema Tem sempre a dimensão de um corpo estranho, Imensurável, pois não tem tamanho, Porta-voz de uma força indesmentida * Quando ressurge Muito embora vencido é temerário Como a luta tenaz de cada operário Que aspira à igualdade prometida * Onde um termina Começa ...
Bébé a bordo
ResponderEliminarBom e belo fim de Semana
que viver é mesmo assim, beijinhos
E pensar que já fui assim, !
EliminarBelo e bom fim-de-semana também para ti!
Beijinhos!
Todos fomos assim
EliminarBom fim de Semana MJ
Bem, lá isso é verdade:
EliminarTODOS fomos assim, mais grama, menos grama...
Beijinhos
Obrigada, Fernando!
ResponderEliminarConheço muito bem a "Ode ao Futebol" que considero uma pequena delícia que nasceu sobretudo para a oralidade já que o seu ritmo nos remete para um verdadeiro relato futebolístico :)
Quanto aos poemas dissilábicos, confesso que só me nasceu este e não me recordo de nenhum, a não ser dos dos poetas do Horizontes da Poesia que se lembraram de os ir desencantar e que eu não resisti a experimentar.
Um forte abraço!